Após dois anos intensos de altas e baixas no cenário de vestuário nacional, o que o panorama atual tem a mostrar do desempenho da indústria de moda brasileira no primeiro semestre de 2022?
Coletamos dados de diferentes fontes a fim de mapear as dificuldades e oportunidades do setor para o segundo semestre do ano, que acaba de iniciar.
Para um melhor aproveitamento dos dados, vale relembrar os dados do setor em 2021, conforme dados da ABIT , “a indústria têxtil e de confecção teve faturamento estimado de R$ 194 bilhões em 2021. Porém, essa expansão não foi suficiente para voltarmos aos números de 2019, o último ano antes do advento da pandemia.”
Panorama geral do mercado de vestuário no Brasil
Os dados abaixo foram pesquisados e divulgados pela IEMI
- Os maiores fornecedores de vestuário, meias e acessórios para o Brasil foram a China, Bangladesh e o Paraguai.
Grandes números da indústria, do mercado de vestuário, meias e acessórios no Brasil, em 2021, era composto por:
- 18 mil indústrias; - 958 mil empregos; - 5,5 bilhões de peças produzidas; - R$ 150 bilhões em valores de produção ( sell in); - US$ 155 milhões exportados; - US$ 1,1 bilhão importado
Desafios
No primeiro semestre de 2022 o mercado de vestuário encontrou dois principais problemas, a alta nas taxas de inadimplência e a inflação que prejudica na compra de matérias-primas e também na venda do produto com o consumidor final.
O levantamento feito pelo Índice Meu Crediário, mede os níveis de inadimplência em cerca de 200 redes varejistas do país.
A pesquisa considera como dívidas as contas a vencer em cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e prestação de casa.”
O outro desafio da indústria em 2022 está linkado indiretamente ao primeiro. A inflação brasileira apresentou aumento no primeiro momento de 2022 e agora está se retraindo.
Apesar dos desafios que o mercado reserva para o segundo semestre, muitas são as oportunidades que estão surgindo.
Oportunidades para a indústria da moda
A inflação que demonstra estar se retraindo e a queda da taxa de inadimplência registrada em julho apontam que o segundo semestre começou conseguindo reverter mesmo que lentamente os desafios enfrentados neste ano. Com novas demandas surgindo e alguns nichos demonstrando crescimento, a indústria de moda brasileira deve se aproveitar das datas comemorativas, e da Black Friday do segundo semestre para garantir números ainda melhores para o ano de 2022.